“É Fake-News” Hidroxicloroquina não cura Corona-Vírus; MP-BA e ANVISA emitem nota técnica não recomendando uso do medicamento TV TEIXEIRA

Exma. Sra. Dra. Graziella Junqueira Pereira, Promotora de Justiça em substituição da 7ª. Promotoria de Justiça de Teixeira de Freitas-BA, solicitou que todos os veículos de comunicação do município se abstenha de publicar quaisquer informativos e noticias acerca de medicamentos e fármacos relacionados ao Coronavírus (COVID-19).

Visto que se verificam nas redes sociais diversas publicações, inclusive por parte de alguns profissionais da área da saúde, recomendando o uso do medicamento hidroxicloroquina.

A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária não recomenda o uso deste medicamento, uma vez que não há estudos conclusivos que comprovem sua eficácia para o tratamento do Coronavírus, conforme Nota Técnica em anexo.

Nota Técnica sobre Cloroquina e Hidroxicloroquina

No contexto da atual pandemia decorrente do novo Coronavírus (covid-19),  evidências científicas sobre o potencial uso da Cloroquina e da Hidroxicloroquina no tratamento da doença estão sendo geradas e publicadas.
No Brasil, existem tanto medicamentos à base de Cloroquina como de Hidroxicloroquina registrados.
As indicações aprovadas para esses medicamentos são: – afecções reumáticas e dermatológicas (reumatismo e problemas de pele); – artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações); – artrite reumatoide juvenil (em crianças);
Lúpus eritematoso sistêmico (doença multissistêmica); – lúpus eritematoso discoide (lúpus eritematodo da pele); – condições dermatológicas (problemas de pele) provocadas ou agravadas pela luz solar;
Malária (doença causada por protozoários): tratamento das crises agudas e tratamento supressivo de malária por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas (linhagens) sensíveis de P. falciparum (protozoários causadores de malária).
Tratamento radical da malária provocada por cepas sensíveis de P. falciparum.   Um estudo in vitro desenvolvido por pesquisadores chineses avaliou o efeito antiviral da hidroxicloroquina contra o SARS-CoV-2 em comparação com a Cloroquina.
Os pesquisadores afirmam que a Hidroxicloroquina inibiu efetivamente a etapa de entrada do vírus na célula assim como estágios celulares posteriores relacionados à infecção pelo SARS-CoV-2. Esse efeito também foi observado com a Cloroquina.
Os pesquisadores também observaram que a Cloroquina e a Hidroxicloquina bloqueiam o transporte do SARS-CoV-2 entre organelas das células (endossomos e endolisossomos) o que parece ser a etapa determinante para a liberação do genoma viral nas células no caso do SARS-CoV-2 (1).
Gautret et al. conduziram um estudo clínico aberto não randomizado.
Apesar de seu pequeno tamanho amostral (foram 20 pacientes tratados), os autores afirmam que essa pesquisa mostra que o tratamento com Hidroxicloroquina é significativamente associado à redução / desaparecimento da carga viral em pacientes com COVID-19 e seu efeito é reforçado pela Azitromicina (2).
De acordo com revisão sistemática, há evidência pré-clínica da eficácia e evidência de segurança do uso clínico de longa data para outras indicações, o que justifica a pesquisa clínica com a Cloroquina em pacientes com COVID-19.
A conclusão dessa revisão foi que dados de segurança e dados de ensaios clínicos de maior qualidade são urgentemente necessários (3).
A Anvisa reforça que, para a inclusão de indicações terapêuticas novas em medicamentos, é necessário conduzir estudos clínicos em uma amostra representativa de seres humanos, demonstrando a segurança e a eficácia para o uso pretendido.

 

Por: Opinião Pública/ Da REDAÇÃO/

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